Técnicos do Ministério da Agricultura do Brasil, liderados pelo diretor da Divisão de Defesa Agropecuária do MAPA, André Parra, vistoriaram nesta terça-feira (24) as instalações da ALGESA – Armazéns Gerais S/A, porto seco paraguaio localizado no KM 12 da supercarreteira, em Ciudad del Este
A visita foi acompanhada pelo vice-presidente de Comércio Exterior da ACIFI, Mário Alberto de Camargo; pelo cônsul do Paraguai em Foz do Iguaçu Elígio Benitez; o secretário de Assuntos Internacionais, Sergio Lobato, além de técnicos do MAPA em Foz.
Segundo antecipou o diretor da ACIFI, a vistoria faz parte das ações desencadeadas no encontro entre os ministros Juan Ignácio Livieres, coordenador do Grupo de Integração Produtiva do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Paraguai, Sergio Couri, o chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Estado do Paraná (Erepar), promovido na ACIFI no dia 12 deste mês.
Os técnicos e demais autoridades que compuseram a comitiva conheceram os 26 hectares do Porto Seco para verificar o que será necessário para a implantação definitiva da fiscalização fitossanitária integrada entre técnicos do Brasil e Paraguai. Na prática, a ação consolida a aduana integrada, prevista no Acordo de Recife, do Mercosul, e beneficiará principalmente a circulação de cargas de importação de grãos.
Mário Camargo explica que, atualmente, ao sair do Paraguai, o caminhão com produtos vegetais recebe um atestado de certificação. No entanto, ao ingressar no Brasil pela Estação Aduaneira Interior (EADI), o caminhão muitas vezes é reprovado na fiscalização por apresentar problemas fitossanitários.
Em casos dos produtos transgênicos e de microtoxinas, a carga precisa retornar ao país vizinho. Em outros, onde são detectados insetos vivos, o produto é submetido a tratamento de expurgo, ação que demora 72 horas no local. A solução encontrada por empresários do setor e autoridades dos dois países para evitar este tipo de problema é a fiscalização única e integrada.
‘Hoje, o tempo médio de espera dos veículos no Porto Seco de Foz do Iguaçu é de três a quatro dias. Com a implantação do programa de fiscalização integrada, este tempo reduzirá para um dia de espera‘, afirmou. Com a inspeção fitossanitária integrada, os caminhões sairão lacrados do Paraguai e passarão pelo Porto Seco apenas para vistoria da Receita Federal.
A expectativa do diretor da ACIFI é que a integração fitossanitária esteja implementada em 30 dias. O prazo é confirmado pelo diretor da Divisão de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura no Paraná, André Parra.
‘Há dez anos tentamos fazer a fiscalização integrada. Agora estamos na reta final, faltando apenas acertar as resoluções técnicas internas entre Brasil e Paraguai‘, disse. Para o diretor, as questões políticas necessárias para a implantação do programa já foram superadas e a expectativa é que os trabalhos de fiscalização integrada comecem nos próximos 30 dias.
“Ações como esta vão resgatar o movimento registrado na década passada, quando circulavam pela fronteira 600 caminhões por noite somente no setor de importação de grãos. Atualmente, esse movimento é de apenas 100 caminhões”, comparou. Essa circulação movimenta toda a cadeia produtiva do setor de comércio exterior, desde transportadores aos postos de combustíveis, borracheiros, ente outros.
Segundo online pharmacy prescription o secretário Lobato a prefeitura tem sido parceiras acomplia rimonabant profile nestas ações, atendendo à determinação do prefeito, Paulo Mac Donald para total apoio do município na solução de problemas burocráticos tanto na fronteira com o Paraguai quanto com a Argentina.
A gerência operacional do Porto Seco em Ciudad del Este aprovou a ação e considera que a aduana integrada representa um marco histórico para o Mercosul.
Mônica Cristina Pinto – Assessoria de Imprensa da ACIFI
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