Concorrente faz críticas a falta de transparência e a metodologia que exclui “criminaliza” alunos que estudaram em escola particular
Da redaçãoA UNILA – Universidade Federal da Integração Latino-Americana é uma universidade pública ligada à rede de universidades federais brasileiras. Como qualquer outra universidade ou órgão público, deveria ter como paradigma seguir os princípios contidos no artigo 37 da nossa Constituição Federal:
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)”
A publicidade, moralidade e eficiência estão em jogo no processo seltivo 2011.
Fator ENEM
O primeiro fato a ser destacado é que apesar de a UNILA utilizar a nota do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) como um dos critérios da seleção, optou por não participar do Sisu (Sistema Unificado de Seleção Universitária do MEC – http://sisu.mec.gov.br/como_funciona.html).
O Sisu, que foi desenvolvido pelo Ministério da Educação para selecionar os candidatos às vagas das instituições públicas de ensino superior que utilizarão a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como única fase de seu processo seletivo.
A seleção é feita pelo Sistema com base na nota obtida pelo candidato no Enem de 2010, onde foram oferecidas 83.125 vagas em 83 instituições.
Neste sistema, cada universidade poderia cadastrar outros critérios específicos de cálculo da nota, inclusive pesos diferenciados para cada prova. O candidato ao se inscrever já visualizava na tela o número de vagas disponíveis para políticas de afirmação social (cotas) e a partir do segundo dia de inscrição tinha acesso à nota de corte do curso escolhido e a sua respectiva classificação dentre os inscritos.
Dessa forma, o candidato ao verificar que sua nota não era suficiente tinha ainda a opção de alterar a sua inscrição em outro curso ou instituição, pois tinha acesso às notas de corte de todos os cursos das 83 instituições cadastradas. Além disso, ao fazer a inscrição o candidato poderia fazer inscrição em uma segunda opção, garantindo assim mais eficiência ao sistema e encurtando os prazos nas chamadas posteriores.
Existiram muitas falhas no processo seletivo do Sisu – como a lentidão dos servidores – contudo os candidatos puderam se deparar com um sistema transparente.
Fator Escola Pública
O segundo fato é que o FATOR ESCOLA PÚBLICA foi utilizado de forma excludente aos alunos que não cursaram o segundo grau (atual ensino médio) em escolas públicas.
A nota final era a média da nota do Enem, multiplicada pelo FatorEP da seguinte maneira:
I) FatorEP = 1,20 – para o candidato que declarou ter cursado integralmente, com aprovação, todo o ensino médio em escola pública;
II) FatorEP = 1,10 – para o candidato que declarou ter cursado, com aprovação, 2 (duas) séries do ensino médio em escola pública;
III) FatorEP = 1,05 – para o candidato que declarou ter cursado, com aprovação, apenas 1 (uma) série do ensino médio em escola pública;
IV) FatorEP = 1,0 – para os demais candidatos.
Contabilidade
Fazendo as contas: para um aluno que tirou 700 no Enem e cursou os 3 anos no ensino médio em escolha pública, sua nota dá um salto espetacular de 700 para 840. Partindo das notas máximas e mínimas divulgadas (http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/01/mec-divulga-notas-minima-e-maxima-das-provas-do-enem.html) pelo MEC, e levando em consideração que o aluno que tirou a nota máxima em uma prova não tirou a nota máxima em todas as outras, e ainda que com 840 poderia passar em qualquer curso do Brasil.
Caso não tenha obtido a nota máxima no Enem, se ele teve o “azar” de ter estudando em escolha particular dificilmente iria conseguir entrar na UNILA.
Discriminação
Tratar desigualmente, a fim de diminuir as diferenças é previsto em lei, mas há um grande problema aqui. Talvez a politica de afirmação aqui esteja sendo usada de maneira exagerada. Cito como exemplo que ao simular a nota do Enem em cursos de diferentes áreas e diferentes universidades, dificilmente a nota teria um salto assim de 20%. O observado foi em torno de 1 a 15 pontos de acréscimo na nota, não 140 pontos como na UNILA.
Reserva de vagas legal
Ainda assim, pelo Sisu, existem em alguns casos vagas que são exclusivas para concorrência dos alunos de escola pública e outras vagas para alunos de escolas particulares.
Portando seria mais justo se ao invés de multiplicar a nota dos candidatos, fosse disponibilizada uma parcela de vagas para os alunos da rede pública – e não TODAS, como feito neste processo seletivo.
Fator UNILA
O terceiro e mais grave fato foi que o resultado divulgado pelo site da UNILA no dia 16/02 (http://www.unila.edu.br/?q=node/477) traz apenas um lista de nomes, deixando de informar as candidatos a sua respectiva classificação, nota de corte no curso escolhido e a impossibilidade de optar por outro curso como segunda opção, para o qual sua nota seja suficiente.
Conforme edital do processo seletivo, cada candidato teria acesso ao seu desempenho individual e classificação – o que acabou não ocorrendo na divulgação da lista de beneficiados.
Conforme o artigo 5º da CF, no seu inciso XXXIII, a universidade (UNILA) está ferindo o princípio da publicidade, garantido pela nossa Carta Magna: “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;”
Falta de transparência
Em suma, o resultado saiu há alguns dias e ainda hoje nenhum candidato teve acesso, mesmo tendo solicitado tal informação à UNILA.
No link do suposto desempenho individual do candidato apenas aparecem os dados informados pelo candidato no momento do preenchimento do formulário de inscrição.
Em nota pelo site da UNILA, apenas no dia 18/02 a universidade divulgou que enviará (algum dia) o boletim de desempenho individual por e-mail para cada candidato individualmente – o que também não foi feito até a presente data.
Atrapalhadas da UNILA
Após essa sucessão de fatos atrapalhados e desrespeitosos, o candidato tampouco vai saber quem está à sua frente na lista e ficando impossibilitado de acompanhar a licitude das chamadas subsequentes. Fica a critério da boa fé da universidade, “que já demonstrou não existir” (NE).
A questão é que depois de inúmeros tropeços, quem não teve retidão suficiente pra fazer as coisas de maneira correta, esperar que haja boa fé é o mesmo que acreditar em “papai Noel”.
Fica lançado o desafio à UNILA de divulgar os dados de maneira transparente e também de publicar quantos dos aprovados se beneficiaram do fatorEP para conseguir uma das 300 vagas e as notas de corte da cada curso.
E quem sabe a partir do próximo processo seletivo partiremos de 150 vagas destinadas aos alunos da escola pública e 150 para escolas particulares, e não mais de 300 dando preferência exclusiva aos alunos egressos da rede pública.
Este texto foi enviado por vestibulando que prefere não se identificar e que iremos respeitar seu direito de anonimato. Como o teor da denúncia é grave, fica a cargo de cada leitor verificar a procedência ou improcedência, bem como, tecer comentários.Leia Também
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20 de fevereiro de 2011 at 22:33
Atenção UNILA! Não é a primeira vez que ocorre um “deslize administrativo escolar”. Apenas este “vestibulando” teve a coragem e soube muito bem explicar o fato. Merece resposta como cidadão de um País de Todos que é. Obviamente, por não ter se identificado não saberão quem é. Portanto, o melhor a fazer é no mínimo, cumprir o prometido colocando todos os dados transparentemente falando.
Acredito, que realmente algo há, pois se isto continuar acontecendo, poderá a Unila ser usada para outros fins, desvirtuando de sua finalidade inicial.
Lembro que recentemente, descobriu-se um “ex-colaborador de ditadores argentinos”, se passando por professor por lá. Expulso de dentro de um evento, por uma pessoa que sofreu na pele o que tal “mestre” tinha apoiado.
Assim sendo, mãos ao obra. Cumpram a meta sem cometer injustiças. Por que já tem instituições demais e alguns de seus respectivos “comandos” ligadas a Itaipu Binacional, digamos; “se equivocando” por aqui.
Vale lembrar uma coisa a quem se sentir ofendido: A Itaipu Binacional, um dia “deixou” a cidade de Foz do Iguaçu com grandes problemas sociais. Na sequência, não estão acima da lei e da ordem a ponto de achar que só as pessoas de baixo poder aquisitivo, foram os prejudicados. Abraços….
26 de setembro de 2011 at 13:53
É só parar para pensar… Se a escola particular não está acessível a toda a população, e PRINCIPALMENTE, a população carente (que se submete ao ensino público que é precarizado), pq o ensino superior público, que seria destinado a essas pessoas que não podem pagar o privado, deveria ser igualmente válido a todos?
Se o seu papai ou a sua mamãe conseguiram bancar uma escola particular pra você, ÓTIMO! Pois a minha não pode, e hoje eu estou aqui na minha luta independente pelo ensino superior JUSTO, que é o que condiz com a minha condição financeira… O estudo gratuito!
E mesmo que você (quem quer que seja) tenha ganho bolsa, melhor ainda… Você teve uma oportunidade que eu GARANTO serem para poucos (afinal, os colégios privados de ensino médio disponibilizam uma bolsa a cada seilá… 300 alunos? E olhe lá… E a maioria nem é bolsa de 100%)…
Eu sou uma exceção a minha classe, logo que tento me garantir estudando por conta própria e trabalhando meio período em um mercadinho próximo a minha casa! Mas a maioria se vê obrigada a trabalhar pra ter que comer… Você sabe o que é isso? Trabalho? A maioria das pessoas de ensino privado não sabem (e trabalhar com o papai e com a mamãe não conta, conversa pra boi dormir! É só uma maneira de você sentir que mereceu o dinheiro) e as vezes só vão descobrir quando saírem da faculdade mesmo!
É muito fácil vir aqui e meter o pau nas cotas para ensino público, enquanto em sua vida toda você teve acesso ao ensino privado… Agora quero ver VOCÊ no MEU lugar! Tendo que trabalhar pra economizar o dinheiro que eu vou gastar com materiais na faculdade, isso se eu conseguir entrar… Pq não ta fácil concorrer com o ensino privado que tem 100% da sua hora só para os estudos, não precisa trabalhar, ajudar na faxina de casa, ir para a escola etc
Então pense um pouco no próximo, e NÃO SOMENTE NO PRÓPRIO UMBIGO!
Se você não passou a culpa não é das cotas, mas da sua CAPACIDADE DE TER FEITO TRÊS ANOS NA ESCOLA PARTICULAR E NÃO TER PASSADO NA FACULDADE PÚBLICA.
21 de fevereiro de 2011 at 12:03
Favor enviarem a presente reportagem ao Ministério Público Federal com urgência, para apuração do ocorrido.
21 de fevereiro de 2011 at 12:30
É triste ver um projeto tão bom quanto a UNILA começar assim!
Integração das Américas baseada na desintegração do interesse público.
E olha que está indo dinheiro publico lá faz tempo.
O projeto arquitetônico assinado pelo escritório do Oscar Niemayer pra nova sede imagino que não foi barato…
23 de fevereiro de 2011 at 22:43
tem coisa muito mais cabeluda acontecendo na Unila. Ministério Público e Tribunal de Contas vai ser pouco pra apurar tantas coisas estranhas.
Quando essa universidade foi anunciada pra Foz, todos pensávamos que sería o Oásis, uma maravilha. Mas tem se revelado um veradeiro desastre. Novamente a cidade está à margem dos desmandos de alguns forasteiros que vem, fazem o que querem e esquecem de pensar na cidade, no seu desenvolvimento e no seu povo. Os alunos já estão aqui há 6 meses, agora mais uma leva de alunos vai chegar e a cidade nem os enxerga. Nao movimentam a economia, não consomem, não existem além da UNILA. São sustentados pelo dinheiro do governo que paga desde o pão que eles comem até o notebook que recebem para estudar. E no final do curso irão embora. O que fica para Foz? Nada… Será como os jogos da natureza, uma ilusão! Fomos enganados novamente.
Processo seletivo duvidoso. Compra de Hotel para alojar os alunos, que deveriam estar alugando kitnetes e movimentando a economia da cidade, assim como funciona em outras cidades universitárias. Tá tudo errado! De quem é a culpa? Nossa! que eixamos isso acontecer calados, sem um mínimo de indignação!
23 de fevereiro de 2011 at 22:45
Alguém já viu um aluno da unila circulando na cidade? comprando pão na padaria da esquina? Se achar um me avisa.
16 de março de 2011 at 15:50
estamos sim andando pela cidade, nesses onibus lotados
so q nao ficamos gritando nem andando com a camisa da unila toda hora…
os alunos da unila nao sao seres magicos, somos pessoas normais, comemos, bebemos a agua e temos nossas necessidades.
5 de junho de 2011 at 20:17
Estimada Selma
Sou pai de aluno postulante a uma boa escola.Portanto visionário do futuro de escola deste calibre, que ainda esta “gatinhando”gostaria que meu filho tivesse alguma chance.
Mas como estuda 2º grau no SENAI, que é considerado privado acho que o sistema é excludente.
Quanto a alunos terem hospedagem gratuita, é mais do que justo.
Presidiários dão um custo social e financeiro enorme e a sociedade apóia.Oxala tivessemos centenas de escolas neste país.Quanto a alunos não gastarem tostão na cidade, este não é o objetivo de uma pessoa que dara retorno neste sentido só daqui a alguns anos.
Abraço
26 de setembro de 2011 at 14:09
Claro, pq os alunos da UNILA não comem não é? Pq a comida que é dada na casa do estudante não é comprada e feita em FOZ (deve ser feita no Py, na Argentina, quem sabe na Bolívia?)? Eles não passeiam pela cidade, não vão ao shopping, não comprar roupas, não bebem uma cerveja, não vão a festas, não fazem nada (?)… Ou melhor, não devem comprar NO SEU comercio.
Muitos estudantes vieram de muito longe (tipo, ate pessoas de OUTROS PAÍSES), e muitos deles não tem como se manter, logo faço a palavra de Isaías a minha, se presidiário vive as suas custas, pq os estudantes não?
Ta achando ruim? Pense melhor na hora de votar… E se votou certo e perdeu, em vez de ficar aqui reclamando que o governo ta pagando moradia pra ESTUDANTE, na época das eleições crie um blog, use o twitter, facebook, orkut , email ou qualquer outra rede social e divulgue o que você pensa!
E a faculdade ainda não começou a geral lucros pq começou agora… Ou vai dizer que a UNIOESTE nunca trouxe nada de bom pra Foz?
24 de fevereiro de 2011 at 9:10
Não dá pra entender. Antes mesmo de terminar o prazo de inscrições da primeira chamada, que é dia 28 de fevereiro, a unila já fez a segunda chama de alunos. Como isso? Se no edital são apenas 25 vagas?
um passarinho verde me contou na verdade o edital preliminar vazou antes do tempo, ou seja, o site da unila foi hackeado e uma tal duma lista que não era a oficial vazou e eles estão fazendo isso pra tentar consertar essa meleca. Mas mesmo assim não dá pra entender, porque continua sem critério. Essas pessoas realmente passaram na seleção, foram escolhidas, selecionadas, tem qual perfil? Ta muito obscuro isso. Se você entrar no site da unila vai ver que já tem a segunda chamada, mas as matrículas da primeira chamada vão até dia 28 de fevereiro. Alguém pode explicar?
24 de fevereiro de 2011 at 12:46
ainda não tive acesso ao meu boletim de desempenho individual…
será que tem alguma coisa errada? rs
a nota de corte até hoje também não soltaram.. deve ser pq ficou acima da nota máxima do enem. rs rs
quero ver soltarem a lista classificatória e pra ver se algum aluno de escola particular entrou.
25 de fevereiro de 2011 at 22:29
Tá bom galera, agora voces já pararam para pensar que,
alunos que estudam em escola particular a vida inteira (pagando) mensalidade onze, doze, treze anos…. porque provavelmente são bem de vida classe media alta, não precisa trabalhar antes dos 18 anos, quando estão para entrar numa faculdade procuram as públicas……porque então não continuam pagando mais quatro ou cinco anos? será que esses acham que as particulares são incapazes de oferecer uma boa formação para os mesmos? Veja bem não é melhor o ensino particular? como a maioria diz, imagina meu filho tem uma melhor educação pois estuda em escola particular( eu pago se ele reprovar, ou se o professor estiver exigindo muito dele eu posso solicitar a troca de professor…. eu então olho pros filhos dos outro com soberba comparando eles com o meu eu imagino sempre que o meu é mais inteligente porque? porque eu pago pela melhor instituição, na verdade pela estrutura pode ser . Engraçado que os pobres que estudaram em escola publica não podem ter a oportunidade ou até a prioridade de entrar numa universidade pública…não seria justo? pois que chance tem uma pessoa pobre de pagar uma faculdade?, então pague quem pode, e deixem as publicas para os que precisam, afinal ,, isso é realmente um contraste lamentável!! muitas vezes só é visto os fatos de um ponto de vista, mas temos que olhar de todos os angulos possiveis,
enquanto um pobre trabalha para ganhar um salario mínimo voltado praticamente para a subsistencia, outros gastam isso no shopping comprando um tenis, mas…é direito de qualquer um, é direito,
particularmente falando(isso é uma opinião) se é preconceito as diferenças de notas para avaliar quem estudou em publica, privada, ou um pouco em cada uma, dando prioridade para os primeiros, então não é mais ainda o sistema de cotas? onde até os negros entram na historia, pois eu não sabia que é opção ser negro, pobre, e estudar em escola pública….ou até ter nascido indio numa terra cobiçada, onde o direito de terra foi ignorado. Então querendo ou não o que se dá a entender é que um negro pode ter prioridade porque…porque é menos capaz que um branco. É defeito ser negro? eu afirmo que a única diferença está na cabeça do povo, que acham que a cor de pele interfere no intelecto da pessoa, isso está mais para preconceito mesmo, isso em pleno seculo XI, é drastico.
Gente tudo isso é somente para refletirmos, não para ofender ninguem,
mas realmente devemos colocar nossas cabeças para pensar, questionar, porque, como, quando, onde, será, existe, é justo?
O direito nasceu para a justiça, mas o que é a justiça afinal, o que é justo?
Lembrem sempre que sábio é aquele que busca a sabedoria, sabedoria vem do alto !!!!!
Um Abraço.
26 de fevereiro de 2011 at 9:18
Jan, não sei qual é a sua história, mas como vc disse: precisamos pensar de todos os pontos de vista.
Minha família nunca pode pagar escola particular nem pra mim e nem pros meus irmãos. Estudei em escola particular porque a empresa em que meu pai trabalhava pagava escola pros funcionários dos filhos – seja filho do diretor, presidente ou do gari.
Sempre fui um dos primeiros da turma, porque me dedicava e estudava muito. Trabalhei desde os 12 anos.
Fiz faculdade federal sim, porque estudei pra entrar.
Na nossa constituição diz que o governo é obrigado a fornecer ensino fundamental. Já o ensino superior, a seleção é por mérito (nota). Também concordo com você que cota pra negro, azul, amarelo é uma coisa absurda. O governo deria ajudar quem precisa pra ter IGUALDADE de oportunidade. O critério de raça ou onde estudou não funciona. Tem amarelo rico, negro rico, gente pobre que o pai colocou o salário suado pra pagar uma escola particular com muito esforço, financiamentos, etc… Esses critérios nunca vão resolver o problema.
Da mesma maneira que eu que não tinha condições de pagar, mas estudei em escola particular, muita gente esforçada consegue notas bem melhores do que os alunos de escola particular PORQUE ESTUDAM.
Agora discordo com você que pensa que em escola pública é de graça. Até o pão que vc compra na esquina e o papel higiênico que vc usa todos os dias ajuda a pagar a escola pública e as faculdades federais. Deveria cobrar a responsabilidade da escola pública também, pois além de ser um direito seu, é UM DEVER. As vezes as coisas não mudam porque ninguém reclama e ninguém faz a sua parte pra melhorar.
Não sei se vc leu o edital de seleção desta universidade e a maneira como foi calculada a nota dos candidatos.
Mas se fizer as contas, vai ver q pra um aluno de particular entrar ele deveria ter tirado mais que a nota máxima do enem, o que é impossível – pois as notas dos alunos de escola públicas eram acrescidas em 20%. Isso é igualdade de oportunidade? aumentar a nota de um e de outro não?
Impedir que alunos que algum dia estudaram em escola particular de ingressar na universidade é uma forma de discriminação também. Aqui ninguém concorreu em igualdade.
As políticas de afirmação, quando usadas de forma abusivas (como neste caso) também são incostitucionais.
Se alguém pensa que aluno de escola pública tira nota ruim, então separe metade das vagas pra que concorram entre eles.
No Enem deste ano, muitas das melhores notas foram de alunos de escola pública que disseram que estudaram muito. Parabéns pra quem estuda pois as portas se abrem! O estudo é o caminho.
A propósito, alguém viu alguma lista de classificação na qual mostre que algum aluno que tenha estudado em escola particular conseguiu entrar na unila? Imagino que ninguém viu, pois isso não foi divulgado…
Se vocês acham que tá certo divulgar nome de aprovado em concurso público como este em ordem alfabética sem saber se entrou por mérito ou porque alguém colocou o nome dele na lista e sem saber a nota, blz… continuem sem reclamar que tudo vai ficar igualzinho.
22 de março de 2011 at 18:40
Detelhe que dia 9 de março terminava o prazo da pré-matricula e dia 10 era pra sair a pròxima lista de vagas remanescentes e até agora nada!
26 de setembro de 2011 at 14:02
É, mas pro aluno de escola particular é mais fácil se manter estudando do que os de escola pública… Pode não ser justo somar a nota das pessoas de escola pública (fato EP), agora é justo os de escolas privadas terem um ensino melhor a vida inteira do que os da classe baixa (que não podem pagar) e ainda por cima concorrer equiparadamente? Sendo que o de escola pública esta sujeito a uma maior fragilização de ensino?
É muito fácil falar quando você teve uma oportunidade na vida que nem 5% dos jovens de classe baixa possuem!
É só pensar um pouco..
9 de novembro de 2011 at 8:21
Aos alunos incompententes que não conseguem passar numa universidade pública, mesmo estudando em boas escolas particulares, façam o seguinte: continuem estudando em escolas particulares no ensino superior.
9 de novembro de 2011 at 10:26
Caro Julio
O tema central não é ser aprovado, até mesmo porque não existe vestibular para ingresso na UNILA. O problema central é a falta de transparência, que é um dever de quem se habitua a ocupar cargo público.
2 de março de 2012 at 13:41
A reportagem é do ano passado, mas cabe perfeitamente a esse ano também. O processo seletivo Unila de 2012 foi campeão no critério discriminação. Ironia é saber que o dinheiro público brasileiro, que em teoria era para ser investido na educação de brasileiros, já que é pago por brasileiros, está sendo ‘jogado fora’ na educação de jovens dos países vizinhos. A questão é que ao contrário do que prega a Universidade da Integração, as vagas para estudantes brasileiros diminuiu, em relação as vagas para estrangeiro. Quer dizer, é engraçado que numa Universidade brasileira, ainda mais essa que esbanja igualdade e integração, haja mais vagas para estrangeiros o que para brasileiros.
O que era pra ser: 25 vagas para brasileiros estudarem, e 25 vagas para estrangeiros. Metade-metade, integração. O que realmente aconteceu: Vários cursos da Unila, os mais disputados, diga-se de passagem, houve um extrapolamento de alunos estrangeiros.
Edital com a relação dos alunos não-brasileiros selecionados no processo 2012: http://www.unila.edu.br/sites/default/files/files/Edital%2013%20candidatos%20nao%20brasileiros%20pro
Das 25 vagas para estrangeiros há 42 selecionados em Arq&Urb. 33 em Cien. Política. 28 em Biologicas. 35 em Economicas. 26 em Dasa. 34 Eng Civil. 33 em Eng. Renovaveis. 37 em RI.
Toda essa sobrecarga ocupa as vagas para brasileiros. É isso aí, Brasil um país de todos.