Distribuição de senhas será realizado apenas no dia 31 de janeiro das 8h às 16h na sede do Conselho Tutelar
Pelo 4º ano consecutivo o Conselho Tutelar de Foz do Iguaçu, através do conselheiro José Wilson Teodoro de Souza, promove em parceria com a Rede Massa a arrecadação e distribuição de material escolar para crianças e adolescentes carentes de Foz, cuja família não possui condições financeiras de arcar com os custos da lista escolar.
José Wilson confirmou que o cadastro para entrega de senhas será realizado apenas no dia 31 de janeiro na sede do Conselho Tutelar na Rua Almirante Barroso, 883 – Centro. A entrega dos kits de material escolar arrecadado será no dia 4 de fevereiro, também na sede do Conselho Tutelar.
“A exemplo do ano passado solicitamos a comunidade e empresários que façam a doação de mochilas e bolsas escolares, para completar o kit. Para nós significa pouco, mas para a auto-estima das crianças e adolescentes ter uma mochila significa muito. Incentiva-os a estudar, reduz o índice de desistência e abre caminho para que tenham um futuro melhor e com dignidade”, afirmou José Wilson.
Novas adesões
Além da Rede Massa este ano a campanha ganhou a adesão de diversas entidades e veículos de comunicação.
A Iguautos (Associação Iguassu de Automotivos Foz do Iguaçu e Região Oeste do Paraná) promoveu uma campanha de arrecadação de material escolar que será entregue ao Conselho Tutelar.
A arrecadação da Iguautos ocorreu no sábado (21 de janeiro) na comemoração do Dia Mundial do Fusca. O evento foi realizado na praça do Mitre e contou com a exposição de carros antigos.
O Dia do Fusca é comemorado mundialmente dia 20, porém, a Iguautos optou por realizar a festa durante o final de semana (21 sábado) para possibilitar maior participação dos colecionadores.
Além da Iguautos diversas rádios estão conscientizando a população e empresários para que façam doações.
Campanha do material escolar
A campanha centra na arrecadação de cadernos, item primordial da lista de material escolar. Porém, a exemplo de anos anteriores, intensifica também a arrecadação de outros itens (lápis, borracha, apontador, lápis de cor, cola líquida e outros).
O Conselheiro José Wilson apela também para a arrecadação de mochilas e bolsas escolares, pelo fato de que muitas famílias não possuem condições de dar uma bolsa para seu filho levar os materiais a escola.
“Para não constranger as crianças e adolescentes, estamos solicitando a comunidade e empresários que também façam doações de bolsas, mochilas e outros itens que integram a lista básica de material escolar e serve de incentivo para estudar”, afirmou o conselheiro.
Estatística
José Wilson confirmou que acompanha a queda do índice de evasão escolar que em parte pode estar sendo incentivada pela arrecadação e doação de material escolar.
Em 2011 foram doados cerca de 1500 kits de material para 1500 alunos, que compreende uma média de 500 famílias. Para 2012 a expectativa é aumentar para 1800 kits de material escolar.
Mais informações podem ser obtidas através do telefone (45) 3523-0023.
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2 de fevereiro de 2012 at 1:34
oi responsavel pela doação d materias tenho 4 crianças na escola e necessito de doação de material.sara vai cursa o pré este ano,pedro a 4 serie,o maicon a 8 e o eduardo o 1 ano do 2 grau por ese motivo peço ajuda.tenho mais 3 jovens que necessitam de emprego felipe com 18 terminou os estudos o gabriel com 17 também terminou e a gabriela termimou também por favor colaborem comigo
2 de fevereiro de 2012 at 9:03
Inegável a necessidade de apoio aos estudantes com distribuição de material gratuito, contudo, me parece estar havendo um equivoco na atuação do Conselho Tutelar nessa campanha. O Conselho Tutelar não é entidade de atendimento. Esse tipo de serviço é obrigação de programas governamentais e de entidades não governamentais e não do Conselho Tutelar.
O Conselho Tutelar é órgão de defesa de direitos e ao receber denúncia ou observar que algum direito ( no caso a falta de material escolar) não está sendo respeitado, DEVE REQUISITAR dos órgão públicos ou entidades registradas para atender aquele tipo de situação.
Se o Conselho Tutelar fizer o que é de competência dos “outros”, esses outros continuarão a não fazer o que é de sua competência, sem falar que o tempo gasto em fazer o que NÃO É SUA COMPETËNCIA deixará de realmente cumprir com suas atribuições e assim ficará vulnerável à criticas e sem moral para “cobrar” daqueles que tem obrigação de fazer.
A sociedade tem a obrigação de apoiar o Conselho Tutelar mas esse apoio deve ser no sentido de reconhecer o referido órgão como autoridade e que suas requisições devem ser cumpridas sob pena de responsabilização em conformidade com a legislação.
6 de fevereiro de 2012 at 8:53
Sou conselheira tutelar de colombo ,sabendo das atribuição de acordo art 136 (eca) e de requisiçao de serviço publico , ou seja nos requisitamos , porrem executamos.
A compentecia de acao social / educaçao não podemos uzurpar de nossas funçoes cabendo a responder por este ato ,abraços
6 de fevereiro de 2012 at 10:32
Prezada Marina Alves
Primeiramente obrigado pela sua colaboração.
Você está correta se fizermos uma interpretação literal da Lei 8.069/90. Porém, como ainda não somos uma civilização evoluída ao ponto de as instituições funcionarem adequadamente, precisamos envolver a sociedade para minimizar as questões emergenciais.
Concordamos com você quanto as atribuições dos conselheiros. Porém, o Art. 70 do ECA afirma que (Art. 70. É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente), inclusive conselheiro tutelar, que também é cidadão envolvido no processo social. Portanto, a sociedade possui o dever de agir em prol da cidadania e dos interesses sociais coletivos emergenciais.
Quando cursava jornalismo um aluno criticou a campanha de “Natal Sem Fome” criada pelo sociólogo “Betinho”, questionando sobre a fome nos demais dias do ano. De pronto lhe afirmei que os demais dias do ano dependia da nossa ação exigindo que as instituições funcionem.
Voltando ao ECA, se a REQUISIÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS surtisse efeito em todos os municípios, acredito que não haveria mais violação de direito de criança e adolescente, em especial por parte das instituições públicas.
Quanto a distribuição de material escolar, sabemos que não é prioridade no orçamento público. Porém, precisamos garantir a auto estima das crianças, para que não sejam vítimas de builing por sua condição social menos privilegiada. Temos muito a agradecer a sociedade e aos meios de comunicação que se sensibilizaram e fizeram sua contribuição.
O lado bom da história é que em nossa sociedade temos centenas de pessoas e empresários que se sensibilizam com a situação vivenciada pelas crianças e adolescentes, vítimas de uma sociedade que tem como membro todos nós, que somos culpados por ação, omissão ou incapacidade de fazer com que nossos tributos sejam corretamente aplicados.
Desde já agradeçemos pela sua colaboração.